O curso de soldador da DN Cursos Profissionalizantes é realizado de forma presencial na sede da instituição, localizada na cidade de Porto Velho/RO.
Abaixo estão os detalhes de localização e contato para você realizar sua inscrição ou obter informações sobre as próximas turmas:
Endereço: Rua Antônio Vivaldi, 6819, Sala C – Bairro Aponiã
Cidade: Porto Velho – RO
CEP: 76824-216
Telefone / WhatsApp: (69) 99314-2566
E-mail: contato@dncursosprofissionalizantes.com
Segunda a Sexta-feira: das 08:00 às 17:00
Sábado: das 08:00 às 12:00
(Nota: O atendimento presencial na secretaria costuma ser realizado com hora marcada, sendo recomendável enviar uma mensagem de WhatsApp antes de comparecer ao local).
A soldagem é um universo vasto. Embora existam dezenas de processos altamente especializados (como solda a laser ou por ultrassom), a indústria e as oficinas no dia a dia giram em torno de quatro processos principais de soldagem a arco elétrico, além da clássica solda a gás.
Cada um tem suas características de produtividade, complexidade e acabamento.
É o método mais popular, robusto e barato. Utiliza um eletrodo consumível que possui um revestimento químico. Ao queimar, esse revestimento gera um gás de proteção e cria uma camada de “escoria” sobre a poça de fusão para proteger a solda do oxigênio do ar.
Vantagens: Muito barato, portátil, ótimo para uso ao ar livre (o vento não carrega o gás protetor) e tolera peças com ferrugem ou sujeira.
Aplicações: Estruturas metálicas pesadas, serralheria, tubulações e manutenção geral.
Neste processo, um arame consumível é alimentado continuamente de forma automática por uma tocha. Junto com o arame, é liberado um gás ativo (MAG) ou inerte (MIG) para proteger a poça de fusão.
Vantagens: Alta produtividade (não precisa parar para trocar de eletrodo), soldagem rápida, excelente para chapas finas e gera pouquíssima escória.
Aplicações: Linhas de montagem automotiva, fabricação de estruturas leves e oficinas de média a grande escala.
Considerado o processo mais técnico e refinado. Utiliza um eletrodo de tungstênio que não se consome. O soldador segura a tocha com uma mão para criar o arco e usa a outra mão para alimentar manualmente a poça de fusão com uma vareta de metal.
Vantagens: Acabamento impecável, altíssima qualidade de solda e controle total sobre o processo. Excelente para materiais delicados.
Aplicações: Soldagem de alumínio, aço inoxidável, ligas especiais, tubulações de alta pressão e acabamentos visuais exigentes.
Muito parecido visualmente com o MIG/MAG, mas o arame utilizado não é sólido: ele possui um fluxo químico em seu interior (daí o nome “tubular”). Pode ou não necessitar de gás de proteção externo.
Vantagens: Taxa de deposição de metal extremamente alta. Excelente penetração em chapas muito grossas e ótimo desempenho em obras externas.
Aplicações: Indústria naval, pontes, construção pesada e estruturas de grande porte.
Soldagem Oxigás (OAW): Utiliza a queima de uma mistura de oxigênio com um gás combustível (geralmente acetileno) para fundir o metal. É muito usada para solda branda, brasagem e cortes (oxicorte).
Solda Resistência (Ponto): Utiliza corrente elétrica de alta intensidade e pressão mecânica para unir chapas sobrepostas (comum na montagem de chaparia de carros).
Atenção à Segurança: Independentemente do processo escolhido, o uso de EPIs (Máscara de solda com filtro de escurecimento correto, avental de raspa, luvas e perneiras) é indispensável para proteção contra radiação UV/IV, respingos quentes e fumos metálicos nocivos.
A escolha entre os processos MIG/MAG e TIG é um dos dilemas mais comuns na metalurgia. Embora ambos utilizem gás de proteção para evitar a contaminação da poça de fusão pelo oxigênio do ar, a forma de operação, a produtividade e a precisão de cada um são totalmente diferentes.
A principal diferença prática está no controle do arco e na adição do material:
Na MIG, a tocha alimenta o arame automaticamente. Você só precisa de uma mão para operar o gatilho e guiar a tocha.
Na TIG, o arco é gerado por um eletrodo de tungstênio (que não derrete). Você precisa de duas mãos: uma segura a tocha para manter o arco e a outra alimenta manualmente a vareta de metal na poça de solda.
| Característica | Soldagem MIG (GMAW) | Soldagem TIG (GTAW) |
| Velocidade / Produtividade | Altíssima. Ótima para longas jornadas e grandes produções. | Baixa. É um processo lento, meticuloso e artesanal. |
| Curva de Aprendizado | Fácil. Um iniciante consegue cordões razoáveis em poucas horas de treino. | Difícil. Exige excelente coordenação motora e muito tempo de prática. |
| Acabamento Estético | Bom, mas costuma gerar alguns respingos que precisam ser lixados. | Excelente. Cordões limpos, sem respingos e esteticamente perfeitos. |
| Espessura do Material | Ideal para chapas médias a grossas (embora solde chapas finas com ajuste). | Excelente para chapas extremamente finas e ligas especiais. |
| Gás de Proteção | Geralmente Argônio, Misturas (Argônio/CO2) ou CO2 puro. | Argônio puro ou Hélio (gases nobres/inertes). |
Foco: Rapidez e volume de produção.
Vantagens:
Alta taxa de deposição: Você solda muito mais metal em menos tempo.
Versatilidade: Funciona muito bem em aço carbono, aço inoxidável e alumínio (trocando o arame e o gás).
Operação contínua: Menos paradas, já que o rolo de arame alimenta a tocha constantemente.
Desvantagens:
O equipamento é menos portátil devido ao peso do rolo de arame interno e cilindros de gás maiores.
Gera respingos na peça, exigindo trabalho pós-solda (limpeza/lixamento).
Sensível a correntes de ar (não indicada para locais abertos sem proteção de barreiras).
Foco: Precisão milimétrica e acabamento nobre.
Vantagens:
Controle total: Permite ajustar a corrente de forma muito fina (muitas vezes usando um pedal de controle).
Soldas sem adição: É possível fundir duas peças de metal apenas com o calor do arco, sem adicionar material extra (solda autógena).
Estética imbatível: O famoso acabamento em “escamas de peixe”, muito valorizado em escapamentos esportivos, bicicletas e artigos náuticos.
Desvantagens:
Custo operacional alto: O gás argônio puro e os consumíveis (eletrodos de tungstênio, varetas) são caros.
Produtividade muito baixa para serviços pesados ou industriais de larga escala.
Exige limpeza extrema das peças; qualquer sujeira, graxa ou oxidação estraga a solda imediatamente.
Escolha MIG se você precisa de produtividade, agilidade e trabalha com fabricação de estruturas, portões, reformas de chassis ou soldas longas em aço comum.
Escolha TIG se o seu foco é qualidade extrema, acabamento estético impecável, peças de aço inoxidável/alumínio finas, ou peças que sofrerão inspeções severas (tubulações de alta pressão).
Na área de Segurança do Trabalho, a atividade de soldagem é classificada como uma operação de alto risco. Ela expõe o trabalhador a múltiplos agentes nocivos físicos, químicos e de acidentes simultaneamente.
No Brasil, a regulamentação dessas atividades envolve normas como a NR-6 (Equipamentos de Proteção Individual), NR-15 (Atividades e Operações Insalubres) e a NR-34 (específica para trabalho a quente).
A exposição do soldador vai muito além do risco óbvio de queimaduras:
Agentes Físicos:
Radiação Não Ionizante (Infravermelho e Ultravioleta): Emitida pelo arco elétrico. Pode causar quebras de pele (semelhantes a queimaduras de sol grave) e a chamada queratoconjuntivite (queimadura na retina/córnea conhecida como “areia no olho”).
Calor Extremo: Risco de desidratação, fadiga térmica e queimaduras de até 3º grau por respingos de metal fundido.
Ruído: Gerado pelo arco elétrico, lixadeiras, ponteamento e goivagem, podendo levar à perda auditiva induzida pelo ruído (PAIR).
Agentes Químicos:
Fumos Metálicos: Partículas finíssimas suspensas no ar que contêm manganês, cromo hexavalente (no caso do aço inox), níquel e ferro. A inalação constante causa a “febre dos fumos metálicos” e doenças pulmonares crônicas graves (como a siderose e câncer).
Gases Asfixiantes/Tóxicos: Gás ozônio ($O_3$), dióxido de nitrogênio ($NO_2$) e os próprios gases de proteção (Argônio, $CO_2$) que podem deslocar o oxigênio em ambientes confinados.
Riscos de Acidentes:
Choque Elétrico: O circuito de solda trabalha com tensões perigosas, agravadas se o soldador estiver molhado, suado ou sobre superfícies metálicas.
Incêndios e Explosões: Projeção de fagulhas (partículas incandescentes que podem viajar a metros de distância) em contato com materiais combustíveis ou inflamáveis.
O uso de Equipamento de Proteção Individual é compulsório e deve possuir o Certificado de Aprovação (CA) válido. O “kit” básico e obrigatório do soldador é composto por:
| EPI | Função Principal | Detalhes Técnicos Importantes |
| Máscara de Solda | Proteção facial, ocular e térmica contra radiação e respingos. | Preferência por filtros de escurecimento automático (DIN 9 a 13) para evitar fadiga ocular. |
| Respirador PFF2 / PFF3 (ou Máscara Facial) | Filtração de fumos metálicos e poeiras finas. | Filtros mecânicos contra fumos (PFF2 no mínimo) ou respiradores com linha de ar para espaços confinados. |
| Avental de Raspa de Couro | Proteção do tronco contra calor radiante e respingos. | Deve cobrir o tórax e abdômen; costuras em fios de Kevlar são ideais para não romperem com o calor. |
| Luvas de Raspa (tipo Cano Longo) | Proteção de mãos e antebraços contra queimaduras e choques. | Luvas de raspa grossas para MIG/Eletrodo. Luvas de vaqueta macia para TIG (onde a precisão exige tato). |
| Mangotes e Perneiras de Raspa | Proteção extra de braços e pernas. | Evitam que respingos entrem por dentro das mangas ou do cano do calçado. |
| Botina de Segurança com Biqueira | Proteção dos pés contra queda de materiais, perfurações e calor. | Sem cadarços (elástico) para evitar o acúmulo de fagulhas nas dobras, e sola isolante contra choques. |
| Protetor Auditivo (Plug ou Concha) | Proteção contra ruído de alta intensidade. | Abafadores tipo concha acoplados ao capacete ou plugues de inserção de silicone/espuma. |
| Óculos de Segurança Incolor | Proteção contra impactos de partículas na hora de escovar ou lixar a solda. | Usado por baixo da máscara de solda quando ela é do tipo escamoteável. |
A Segurança do Trabalho prega que o EPI é a última barreira de proteção. Antes dele, o ambiente deve contar com:
Exaustão Localizada: Sistemas instalados próximos à poça de fusão para sugar os fumos metálicos antes que cheguem à zona de respiração do trabalhador.
Cortinas/Biombos de Proteção: Barreiras físicas translúcidas (geralmente vermelhas ou verdes com proteção UV) que impedem que pessoas próximas olhem diretamente para o arco elétrico.
Aterramento Adequado: Garantir que a máquina de solda e a peça de trabalho estejam devidamente aterradas para evitar choques elétricos graves.
Dica do Técnico: Sempre que for iniciar uma atividade de soldagem em campo ou fora da oficina padrão, elabore uma APR (Análise Preliminar de Risco) e emita a PET (Permissão de Entrada e Trabalho) se a atividade envolver trabalho em altura (NR-35) ou espaço confinado (NR-33).
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